quarta-feira, 22 de abril de 2020

Urbanização brasileira - resumo



Urbanização Brasileira 


Urbanização é o crescimento populacional em zonas urbanas, como por exemplo cidades. Isso normalmente ocorre devido o deslocamento da população da zona rural até as zonas urbanas.

A urbanização brasileira teve seu início na década de 1950, a partir do processo de industrialização, que funcionou como um dos fatores fundamentais para o deslocamento da população da área rural (êxodo rural) em direção à área urbana. Este processo aconteceu de maneira rápida e desordenada ao longo do século XX, com a grande migração da população, em busca das oportunidades oferecidas pelas cidades no intuito de melhorar as condições de vida. 

O êxodo rural teve como um dos principais motivos o processo de industrialização dos centros urbanos. A industrialização deu origem a empresas, o que gerou mais emprego e consequentemente a esperança de melhorar a condição de vida, por isso auxiliou na urbanização do Brasil.

Se compararmos a urbanização brasileira com a de outros países, é possível caracterizá-la como tardia, desordenada e acelerada, pois teve um avanço bastante rápido.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve um grande aumento da população urbana brasileira entre os anos de 1940 e 2010, observe a taxa de urbanização brasileira nesse período:

Período
Taxa de urbanização
1940
31,24
1950
36,16
1960
44,67
1970
55,92
1980
67,59
1991
75,59
2000
81,23
2007
83,48
2010
84,36


Assim, segundo o órgão, atualmente mais de 80% da população no país vivem nas áreas urbanas. E desse total populacional, 28% concentra-se na região Sudeste, mais especificamente em São Paulo (13%), Rio de Janeiro (10%) e Belo Horizonte (5%). Sendo assim, é possível afirmar que o processo de urbanização ocorre de maneira desigual no país.

A Região Sudeste é, portanto, a que mais concentra população, cerca de 92% dessa vivem em áreas urbanas. E isso se deve aos inúmeros fatores atrativos, como a presença de indústrias e a consequente oferta de emprego. A região Centro-Oeste vem em segundo lugar, com cerca de 88,8% da população vivendo nas zonas urbanas. A região Sul concentra, aproximadamente, 92% dos habitantes nas cidades. As regiões Norte e Nordeste apresentam as menores taxas de urbanização, 73,53% e 73,13%, respectivamente.

Projeções da ONU apontam que, no ano de 2050, a população urbana brasileira pode chegar a 93,6%, o que corresponde a, aproximadamente, 237 milhões de habitantes vivendo nas cidades em todo o país.


Consequências da urbanização sem planejamento

O crescimento desenfreado dos centros urbanos provoca conseqüências, como o trabalho informal e o desemprego decorrente de sucessivas crises econômicas. Outro problema muito grave provocado pela urbanização sem planejamento é a marginalização dos excluídos que habitam áreas sem infra-estrutura (saneamento, água tratada, falta de áreas verdes (como praças e bosques), pavimentação, iluminação, policiamento, escolas e etc.) e junto a isso a criminalidade (tráfico de drogas, prostituição, seqüestros etc.) e diversos outros transtornos que resultam em má qualidade de vida para a sociedade.



Urbanização brasileira nos dias atuais 

Nos dias atuais, por volta de 85% da população brasileira vive fora das zonas rurais, sendo então predominantes na zona urbana. 

Isso acontece devido às diferenças que existem na infraestrutura, pelos serviços oferecidos e pelas possibilidades que aparecem na região urbana e rural.

Como já havíamos visto, a urbanização brasileira foi acelerada, por isso gerou escassez de políticas públicas de melhorias e oportunidades, para receber o grande aumento populacional nas áreas urbanas.

A ausência de políticas públicas foi um fator essencial para o aumento da desigualdade social e problemas urbanos

Essa ausência de políticas públicas foi um fator essencial para o aumento da desigualdade social, problemas urbanos, como a favelização, poluição, que deu origem a enchentes, o aumento do desemprego, da violência, entre diversas outras questões presenciadas no dia a dia de quem vive no Brasil.

A região sudeste é a que mais abriga indústrias em todo o país, onde está localizado Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, e com isso é a que mais está em crescimento. 

Já as regiões norte e nordeste são caracterizadas pelo aumento da violência e pela carência, o que pode gerar uma qualidade de vida inferior de quem vive na região sudeste. Por isso muitas pessoas deixam de viver nessa região para tentar viver nas cidades citadas acima. 

Urbanização mundial

Ao longo dos anos, a sociedade tem sofrido diversas modificações, especialmente no que tange à apropriação do espaço geográfico. Em meados de 1800, a população mundial era praticamente rural, apenas cerca de 3% viviam em áreas urbanas. Contudo, um fato marcou toda uma transformação social, modificando por completo a estrutura populacional no mundo todo.

O aumento das indústrias, vinculado a um expressivo desenvolvimento tecnológico, fez com que as pessoas migrassem para as cidades à procura de trabalho. Portanto, as oportunidades de emprego nesse período são consideradas fatores atrativos, ao passo que a intensa mecanização do campo era considerada um fator repulsivo.

Por volta de 1950, a população urbana era de, aproximadamente, 746 milhões de pessoas. Em 1950 houve um aumento bastante expressivo, passando-se a 3 bilhões e 900 milhões de habitantes na zona urbana.

Atualmente, segundo a Organização das Nações Unidas, cerca de 54% da população mundial vive na zona urbana, e há projeções da organização de que essa porcentagem aumente, em 2050, para 66%, correspondendo a quase 2,5 milhões de pessoas deslocando-se para essas áreas. O crescimento esperado concentra-se especialmente nos continentes africano e asiático.

Assim, segundo a ONU, o crescimento da população urbana mundial, por ser elevado, especialmente nos países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos, não ocorreu de maneira sustentável, acarretando diversos problemas sociais, ambientais e até climáticos.

Aproximadamente, 900 milhões de pessoas que foram para as cidades vivem hoje em favelas no mundo todo, inseridas em um contexto de miséria, fome e diversos problemas de saúde. Para saber mais, leia nosso texto: Urbanização no mundo.



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